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Fatores de Risco
Como empresa listada no Novo Mercado da Bolsa de Valores, a Camil possui altos níveis de Governança Corporativa e preza pela ética e transparência na condução de seus negócios, assim como o pleno atendimento às legislações e regulamentações cabíveis.
Visando garantir a manutenção dos princípios éticos da Companhia em consonância com a legislação vigente, a Camil é dotada de um Conselho de Administração composto por sete membros, dos quais cinco independentes, de Conselho Fiscal, de funcionamento não permanente e, quando instalado, composto por três membros efetivos e igual número de suplentes eleitos pela Assembleia Geral para mandato de um ano, e de três comitês de assessoramento ao Conselho de Administração: Comitê de Auditoria, Comitê de Finanças, Investimento, Riscos, Estratégia e Comitê de Gente e Gestão, ESG e Ética, além de contar com auditoria interna e com avaliação externa e independente de suas demonstrações financeiras pela Auditoria Externa, que complementa o portfólio de estruturas mantenedoras das boas práticas de governança corporativa.
Em 10 de janeiro de 2019 o Conselho de Administração aprovou a Política de Gestão de Riscos da Companhia, a qual foi atualizada em 14 de julho de 2022. A sua formalização visa estabelecer e ratificar os princípios, conceitos e diretrizes, assim como os papéis e responsabilidades a serem observados no processo de Gestão de Riscos da Camil Alimentos S/A e suas controladas. Além disso, este instrumento normativo é uma demonstração da importância dada a Gestão de Riscos pela Companhia, a qual vem avaliando e gerenciando seus riscos, de forma que os mesmos fiquem dentro dos limites de apetite e tolerância ao risco por ela definidos, minimizando suas ameaças e potencializando suas oportunidades, aplicando uma abordagem de gestão de riscos integrada e alinhada com as estratégias e objetivos do negócio.
As premissas adotadas pela Companhia para gerenciamento de seus riscos baseiam-se na aplicação combinada dos princípios e diretrizes do “COSO ERM 2017 – Integrating with Strategy and Performance Executive Summary” e “ISO 31000:2018 – Gerenciamento de Riscos” como referência para Gestão de Riscos, a fim de constituir um modelo conceitual e prático para gerenciamento de riscos corporativos.
O compromisso com a integridade, os valores éticos, bem como com a disseminação da cultura de Gestão de Riscos na Companhia é responsabilidade de todos os colaboradores, sendo estes responsáveis também pelo gerenciamento de seus riscos e, com base nessa premissa, a estrutura de Gestão de Riscos da empresa considera a atuação conjunta dos órgãos de gestão e governança corporativa, de acordo com o conceito das 3 linhas de defesa do “Institute of Internal Auditors – IIA”.
Em concordância com nosso “Formulário de Referência”, tratamos dos principais grupos de risco, sendo eles os estratégicos, financeiros, operacionais/sistêmicos e de conformidade/regulatórios, que englobam, em sua totalidade, os riscos observados pela Camil. No Formulário de Referência, os fatores de risco constam do item 4.1, organizados nas categorias do Anexo C da Resolução CVM número 80/2022, que vão do emissor a questões sociais, ambientais e climáticas. Os cinco principais fatores estão indicados no item 4.2 e os principais riscos de mercado, descritos quantitativas e qualitativamente, no item 4.3.
O investimento nos valores mobiliários de emissão da Companhia envolve a exposição a determinados riscos e, antes de tomar qualquer decisão de investimento em qualquer valor mobiliário da Companhia, os potenciais investidores devem analisar cuidadosamente todas as informações contidas no nosso Formulário de Referência, as Demonstrações Financeiras da Companhia e respectivas notas explicativas, e os fatores de risco abaixo mencionados. Os negócios, situação financeira, resultados operacionais, fluxo de caixa, liquidez e/ou negócios futuros da Companhia poderão ser afetados de maneira adversa por qualquer dos fatores de risco descritos a seguir. Cabe ressaltar que os riscos aqui expostos não são exaustivos; para mais informações acesse o nosso Formulário de Referência.
- A Companhia poderá não ser capaz de implementar com sucesso sua estratégia de negócios, o que poderá afetar adversamente seus resultados e o valor das ações de sua emissão;
- A Companhia pode não conseguir manter a reputação e o reconhecimento das suas marcas ou desenvolver novas marcas com sucesso;
- A Companhia pode não conseguir executar ou integrar aquisições afetando de maneira adversa sua estratégia de crescimento;
- A incapacidade da Companhia de honrar as suas obrigações financeiras, observar as restrições contratuais e obter capital adicional necessário para seu crescimento futuro, poderá afetar adversamente seus negócios;
- Emergências de saúde pública podem afetar adversamente os negócios, operações e mercados da Companhia;
- A Companhia está sujeita a riscos de não conformidade, conduta antiética, ilícitos, fraude e corrupção;
- Interrupções de infraestruturas de tecnologia da informação e ataques cibernéticos, assim como falhas, imprecisões, vieses ou uso inadequado de dados em soluções baseadas em inteligência artificia, podem afetar adversamente a continuidade operacional da Companhia;
- A Companhia está exposta a riscos de interrupção ou perda de infraestruturas de produção, armazenagem e/ou distribuição, o que pode afetá-la adversamente;
- A Companhia pode sofrer perdas não cobertas que excedam os limites de indenização ou decorrentes do descumprimento de condicionantes previstos nas apólices de seguro contratadas;
- A Companhia pode ter decisões desfavoráveis em processos judiciais e arbitrais, investigações e procedimentos administrativos.
- Companhia depende de terceiros para execução de sua cadeia de valor, e o não fornecimento de materiais e serviços críticos, incluindo transportes, pode afetar adversamente seus resultados e sua continuidade operacional;
- Eventuais alterações da legislação e regulamentação de privacidade de dados pessoais, bem como da interpretação desta, podem gerar custos expressivos para a Companhia bem como obrigá-la a alterar suas práticas de negócios;
- Parte dos resultados da Companhia depende da situação financeira de suas coligadas, controladas e subsidiárias, que, caso deteriorem-se, pode afetar adversamente a Companhia.
- Falhas na avaliação do ambiente de riscos da Companhia e na implementação de controles internos podem afetar adversamente sua reputação e imagem e seus resultados financeiros e operacionais;
- Alterações na Alta Administração da Companhia e eventual dificuldade em atrair, repor ou reter pessoas-chave podem afetar adversamente seus negócios e resultados;
- A reputação e a imagem da Companhia podem ser adversamente afetadas por atos irregulares praticados por terceiros que atuem em seu nome ou integrem sua cadeia de valor;
- A verticalização dos canais de distribuição e vendas da Companhia, com incremento de marcas próprias (private label), pode implicar conflito de interesses na comercialização de seus produtos;
- A concentração do segmento supermercadista pode afetar o poder de negociação da Companhia e as margens de seus produtos;
- Alterações de padrões e níveis de consumo e/ou preferências de clientes e consumidores podem afetar adversamente a Companhia;
- A Companhia atua em setores competitivos e sua consolidação pode afetá-la adversamente;
- Alterações regulatórias e a necessidade de adequação às novas exigências legais e regulatórias podem afetar adversamente os negócios, a condição financeira e os resultados da Companhia;
- A Companhia não pode assegurar que terá êxito em suas estratégias e práticas sociais, assim como capturar as sinergias comerciais associadas ao tema;
- A Companhia não pode garantir a conformidade e o compliance ambiental em sua cadeia de suprimentos, o que pode afetá-la adversamente em caso de descumprimentos;
- As mudanças climáticas podem afetar adversa e materialmente a consecução dos objetivos estratégicos da Companhia;
- Conflitos geopolíticos podem impactar de maneira adversa os negócios da Companhia.
Riscos Relacionados aos acionistas
- Os acionistas controladores da Companhia poderão ter interesses que sejam divergentes dos interesses dos demais acionistas;
- As transações com partes relacionadas podem implicar situações de conflito de interesses que, caso se materializem, podem afetar negativamente os resultados da Companhia;
- Os titulares de ações da Companhia poderão não receber dividendos;
- A necessidade de captação de recursos adicionais pela Companhia, por meio de emissão de ações ou de outros valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações, poderá diluir a participação acionária;
- Alterações de controle acionário ou reorganizações societárias podem afetar adversamente a Companhia.
Os riscos acima descritos são aqueles que a Companhia conhece e entende que possam afetá-la adversamente. Além disso, riscos adicionais não conhecidos atualmente, ou considerados não materiais pela Companhia neste momento, também poderão afetar a Companhia adversamente caso se materializem. O preço de mercado dos valores mobiliários de emissão da Companhia poderá diminuir em razão de qualquer desses e/ou de outros fatores de risco, hipóteses em que os potenciais investidores poderão perder parte substancial ou até mesmo a totalidade de seu investimento nos valores mobiliários de emissão da Companhia.
Os riscos de mercado estão relacionados ao potencial impacto negativo sobre o valor de ativos e passivos da Companhia, decorrente de alterações adversas em parâmetros de mercado, como flutuações de valores de commodities negociadas pela Companhia, assim como em crédito, liquidez e taxas de juros e câmbio. No curso normal de seus negócios, a Companhia está exposta a riscos de mercado que são inerentes às atividades que executa, conforme descritos a seguir:
- Risco de Commodities;
- Risco de Crédito;
- Risco de Liquidez;
- Risco de Taxa de Juros;
- Risco de Câmbio e;
- Risco Climáticos;
Estes riscos estão descritos quantitativa e qualitativamente em nosso Formulário de Referência.
A influência exercida pelo Governo Federal sobre a economia e ocorrência de eventos políticos, econômicos e sociais, podem afetar adversamente a economia brasileira, seus negócios e o valor de mercado dos valores mobiliários brasileiros, incluindo as suas ações. A Companhia define os fatores abaixo como os principais riscos macroeconômicos à qual está exposta e que podem afetá-la de maneira adversa e material.
- A instabilidade política e econômica pode afetar adversamente os negócios, resultados operacionais e o preço das ações da Companhia;
- Eventuais intervenções do governo brasileiro na economia, por meio de alterações de políticas e normas econômicas, fiscais, monetárias e tributarias, pode afetar adversamente os negócios da Companhia;
- Alterações na legislação tributária brasileira ou conflitos em sua interpretação, bem como os efeitos decorrentes da implementação da Reforma Tributária, podem impactar adversamente a Companhia, aumentando sua carga tributária;
- Falta ou atrasos na obtenção e/ou renovação das licenças, alvarás e demais autorizações legais de funcionamento, pode prejudicar o regular funcionamento da Companhia;
- A companhia está sujeita a normas ambientais, alimentares e sanitárias, e pode ser adversamente afetada em caso de non compliance
- A Companhia está sujeita a riscos macroeconômicos e políticos relacionados aos países onde opera e/ou para os quais exporta, como:
- Aumentos de barreiras comerciais para importação e exportação de produtos do setor alimentício, tais como aumento de impostos e tarifas de importação sobre os seus produtos, subsídios governamentais e proibições ou imposição de restrições para exportar seus produtos a determinados mercados;
- Alterações no entendimento ou no texto da legislação e regulamentação aplicável aos mercados nos quais atua, incluindo as de natureza tributária, trabalhista, ambiental e de vigilância sanitária, ou inconsistências entre legislações e regulamentações dos diferentes mercados nos quais atua;
- Interferência dos governos locais nas políticas econômicas, especialmente em regimes fiscais e tributários;
- Instabilidade política, econômica, cambial e desvalorização das moedas locais;
- Liquidez nos mercados de capitais, financeiros e de empréstimos;
- Greves nos portos, alfândegas, receita e polícia federal e outras interrupções no transporte dos seus produtos;
- Desastres naturais, guerras / conflitos armados, embargos e/ou atos de terrorismo.
Os fatores macroeconômicos de risco acima listados não são exaustivos, para mais informações acesse o nosso Formulário de Referência.
Atualizado em 02/09/2026 às 11:48